Uma das coisas mais importantes para mim em praticamente qualquer obra audiovisual é a imersão, que se torna ainda mais importante em vídeo jogos, já que você CONTROLA um personagem, você É um personagem, e quanto mais imerso você está no mundo, mais você se sente como tal personagem e mais você aproveita o jogo.
Claro que isso não é verdade para todos os jogos, eu não jogo Tetris pra me sentir como uma peça que eu não consigo encaixar direito no jogo. Mas alguns jogos bancam nisso, como os ditos ~immersive sims~ (Yakuza e Deus Ex), cuja premissa é fazer você se sentir parte do mundo, e alguns fazem isso muito bem.
Uma ferramenta muito importante pra imersão é a construção de um mundo crível, o que pode ser mais fácil, como em Yakuza, onde você é um membro na máfia japonesa, ou mais difícil, como em Night in the Woods, onde você é uma gata num mundo onde todos são animais e andam por telhados e fios elétricos, e ambos fazem muito bem isso
Agora imagine o seguinte: você trabalha seis
Uma coisa parecida acontece no trailer de Detroit: Become Human. Faz um trailer massa, você acredita no personagem, você fica tenso com a situação, aí chega no fim e a porra do boneco vira e fala com a câmera. Porra, tá achando que você é o Ferris Bueller? Vai cantar Twist and Shout no próximo trailer? Claro que não né... espero que não...
Você não reclama disso no Vivendo a Vida Adoidado porque é uma coisa normal no filme, faz parte esse lance metalinguístico e pá. Mas não no meu Zeldinha cara...
Mas enfim, isso não muda o fato do BotW ser um dos melhores jogos do ano, não muda o fato que Detroit provavelmente vai ser um ótimo jogo. Mas por um momento, por menor que seja, você lembra que você está jogando um vídeo jogo, e bom, preferia estar em Hyrule...

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